EM BREVE, o nosso novo blog estará no ar, com melhores opções para facilitar a navegação do amigo internauta. AGUARDE!!! Alexandre Pereira da Silva, mais conhecido como Alexandre da Auto Escola, ocupa pelo segundo mandato consecutivo uma cadeira na Câmara Municipal de Itaperuna. Em 2004, ano da primeira eleição, conquistou 2.386 votos, sendo o vereador mais votado naquela ocasião. Em 2008, o vereador Alexandre da Auto Escola alcançou 2.133 votos. Membro do Partido Progressista (PP), o vereador se destacou como secretário Municipal de Governo, na gestão do então prefeito Jair Bittencourt. Naquela oportunidade, alcançou inúmeras conquistas, principalmente nas áreas de Educação e Saúde. Outra importante vitória para o município, cuja atuação do vereador foi imprescindível, trata-se da implantação do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), em Itaperuna. Durante a convenção do Partido Progressista (PP), em 22 de maio de 2011, o vereador Alexandre da Auto Escola foi novamente eleito presidente da Comissão Executiva do PP, no município.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Royalties acirra disputa no Plenário

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) apresentou na noite desta terça-feira (18/10) o relatório sobre o PLS 448/11, que trata da distribuição dos royalties do petróleo. O texto acentuou a divisão entre os representantes dos estados produtores e não produtores.

O senador paraibano elogiou o trabalho da comissão mista que estudou o projeto, assim como a participação do presidente do Senado, José Sarney, no debate em torno dos royalties. Vital do Rêgo apresentou as receitas a serem distribuidas para cada estado, tendo em vista a produtividade esperada nos campos de petróleo. Os números foram questionados pelos senadores dos estados produtores.

Com base na previsão de receita para 2012 que é de R$ 28 bilhões, a proposta do relator, senador Vital do Rêgo é de que R$ 12 bilhões vão para os estados e municípios produtores; R$ 8 bilhões para a União e R$ 8 bilhões para os demais estados e municípios produtores e o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Vital do Rêgo trabalha com números irreais - que destoam dos planos de exploração da Petrobras - e frisou que a proposta (PLS 675/11), do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e de outros senadores, permitirá uma arrecadação maior, inclusive para os estados não produtores. O texto, que será defendido em Plenário nesta quarta-feira (19/10), diminui a participação da União nos royalties, carreando mais recursos para estados e municípios. Além disso, aumenta os impostos das empresas petrolíferas.

Ao contestar a proposta, Lindbergh Farias afirmou que vários municípios do estado do Rio de Janeiro poderão ir à falência, caso o substitutivo do colega ao PLS 448/11 seja aprovada pelo Senado.

Reprodução da Internet | Agência Senado
Lindbergh afirmou que a arrecadação do estado do Rio de Janeiro com os royalties vai cair de R$ 8,2 bilhões em 2011 para R$ 7,2 bilhões em 2012, se a proposta de Vital do Rêgo for aprovada. O senador acrescentou que, pelos seus cálculos, os 86 municípios do Rio de Janeiro que recebem royalties do petróleo perderiam 16% de sua arrecadação com royalties, e o estado, 8%.

“Significa a falência dos municípios!”, gritou Lindbergh, pedindo a suspensão do debate e o adiamento da votação do substitutivo de Vital do Rêgo, prevista para esta quarta-feira (19/10). O assunto volta a ser discutido nesta quarta-feira, já na abertura da sessão do Plenário, às 14h.

"Estamos ferindo o espírito federativo. Nunca nesta Casa se votou um projeto de lei que tirasse tanto dos direitos adquiridos, que ferisse os contratos, o ato jurídico perfeito, que rasgasse a Constituição. É preciso distribuir os recursos da União e ter ousadia para cobrar das petroleiras aquilo que elas pagam no exterior e aqui não pagam", disse Marcelo Crivella.

SENADORES DO RIO E DO ESPÍRITO SANTO SE REVOLTAM COM RELATOR

Durante a apresentação do seu relatório ao projeto de Lei do Senado (PLS 448/11), que propõe alterações na distribuição de royalties sobre a exploração do petróleo, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) mencionou quanto alguns estados recebem hoje em royalties e quanto irão receber a partir de 2012, o que acabou provocando polêmica e descontentamento por parte dos parlamentares representantes dos estados produtores, entre os quais os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Lindbergh Farias (PT), Marcelo Crivella (PR), do Rio de Janeiro, e Magno Malta (PL), do Espírito Santo.

O Acre, por exemplo passaria de R$ 8,8 milhões para R$ 157 milhões. Alagoas passaria de R$ 81 milhões para R$ 283 milhões. O Amapá passaria de R$ 7,9 milhões para R$ 150milhões. O Amazonas passaria de R$ 250 milhões para R$ 464 milhões. A Bahia passaria de R$ 378 milhões para R$ 1,2 bilhão. O Distrito Federal passaria de R$ 2 milhões para R$ 27 milhões. A Paraíba passaria de R$ 28 milhões para R$ 318 milhões. O Rio Grande do Norte passaria de R$ 341 milhões para R$ 679 milhões. São Paulo passaria de R$ 297 milhões para R$ 610 milhões.

Jayme Campos (DEM-MT) indagou sobre o critério de distribuição. Ao ouvir de Rêgo, que o critério teria por base o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios, questionou o fato de o FPE ter sido considerado inconstitucional pelo Supremo, ao que Vital do Rêgo argumentou por sua constitucionalidade até o final de 2012. Estados e municípios vêm recebendo receitas da União. Quando o Congresso analisar, a partir de 2012, novos critérios para o FPE, então tais critérios poderão ser modificados, explicou.

Magno Malta, por sua vez, disse que o relator da matéria estava "debochando" dos parlamentares, uma vez que royalties não são petróleo e sim um "passivo ambiental" a ser pago aos estados produtores em razão dos impactos ambientais causados pela exploração do hidrocarboneto.

Crivella questionou os números apresentados por Vital do Rêgo dizendo que o Rio de Janeiro será muito prejudicado, pois perdera muito com a nova redistribuição.

DORNELLES DEFENDE SEU PROJETO

Já Dornelles afirmou que seu projeto (PLS 574/11) cobra impostos das petroleiras e retira os recursos para os estados e municípios não produtores das receitas da União, que tem arrecadado "excesso de impostos", e das petroleiras. O projeto de Wellington Dias, retiraria recursos dos estados dos estados produtores para os não produtores.

Dornelles afirmou que pedirá à Mesa, nesta quarta-feira (19), preferência regimental para votação de sua proposta. “A nossa proposta dá mais dinheiro aos estados não produtores, mas com recursos da União e das petroleiras que pagam no Brasil o imposto mais baixo do mundo. O pré-sal mudou de concessão para partilha, e ficou criada expectativa de mais dinheiro. Criou-se uma ficção da existência de um Eldorado, mas o pré-sal só sai em 2018, 2020”, destacou.

O senador argumentou que, pela proposta de Vital do Rêgo, a União abre mão de apenas 0,15% de sua arrecadação de R$ 862 bilhões, enquanto estados e municípios abrem mão de 10%.

Como parte da solução, Dornelles insistiu na necessidade de atualizar os valores cobrados das petroleiras. Segundo ele, de 300 campos explorados atualmente, só 18 pagam royalties, devido à adoção de um critério de isenção estabelecido quando o barril custava US$ 15. Hoje o valor seria de US$ 100.

Agência Senado

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